
Angola saiu mais reforçada da 32ª edição do Minning Indaba, com o estabelecimento de um compromisso com as Repúblicas da Namíbia e do Botswana para a revitalização da imagem e do valor dos diamantes naturais por meio de uma estratégia conjunta e campanhas educativas para os consumidores.
Os três países (Angola, Botswana e Namíbia) reiteraram, a necessidade do reforço da unidade dos diamantes naturais diante da cada vez mais forte presença dos chamados “diamantes de laboratórios”, quando rubricaram o denominado ‘Acordo de Luanda’, à margem do Mining Indaba 2026.
Ou seja, os três países (Angola, Botswana e Namíbia) estão, doravante, comprometidos a trabalhar juntos e a desenvolverem campanhas para a salvaguarda dos diamantes naturais para o destinatário final: o consumidor.
Os ministros dos três países encaram este acordo como uma oportunidade para os países africanos promoverem a sua herança minerais.
Na ocasião, o ministro angolano dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás reconheceu que o acordo ora assinado vem encerrar uma série de desafios, com destaque para aqueles que começam a ser impostos pelos diamantes sintéticos.
Para o efeito, Diamantino Azevedo destacou a contribuição de Angola no financiamento das campanhas de marketing, através das empresas ENDIAMA e da SODIAM, ao mesmo tempo que defendeu uma actuação coordenada entre produtores e parceiros.

A ideia central é a promoção dos diamantes naturais, a defesa da valorização e a autenticidade deste recurso, além de combater a concorrência dos diamantes sintéticos e garantir a governança na indústria dos diamantes.
Angola, Namíbia e Botswana procuram, desta forma, falar a “uma só voz” no mercado de diamantes e, com isso, promover a defesa da herança mineral e o seu impacto social gerado por essa indústria.
Ficou, por isso, plasmado entre os três países o compromisso de uma contribuição com um por cento das suas vendas de diamantes para o desenvolvimento do financiamento de campanhas de marketing e educação sobre diamantes naturais.
No essencial, enfatizaram a necessidade de destacar o valor e a autenticidade dos diamantes naturais, através da promoção da sua beleza e raridade.
Reconheceram que os diamantes naturais contribuem, sobremaneira, para o desenvolvimento socioeconómico dos países africanos, com o financiamento de projectos de infra-estruturas, educação e saúde.