A IMPORTÂNCIA DA LIBERDADE – NAIM CARDOSO

A IMPORTÂNCIA DA LIBERDADE – NAIM CARDOSO

O primeiro presidente dos Estados Unidos – George Washington, fez uma frase muito interessante. Daquelas que qualquer um gostaria de ter dito. Foi a seguinte:
“Liberdade, quando começa a dar raízes, é uma planta de rápido crescimento”.

Pensamento simples, mas profundo. São várias as situações em que podemos utilizá-lo para retratar uma condição.

A liberdade é fundamental para o ser humano. Ela define o estado de espírito das pessoas.

No meio corporativo, o papel do colaborador é fundamental não só no desenvolvimento das actividades a ele inerentes, mas, também, na contribuição para a criatividade no processo produtivo, permitindo gerar mais valia à Empresa.

Fomentar a criatividade pressupõe criar condições de motivação através de espaços para a manifestação de ideias, assim como de estimulo à responsabilização para desenvolvimento de projectos. Essas condições geram nos colaboradores a sensação de crença na sua importância para a Empresa.

A liberdade para interagir com a gestão, seja ela de médio ou alto escalão no processo decisório de uma Empresa, é factor preponderante para fortalecer o compromisso dos colaboradores com a Organização.

É facto que quase todo profissional tem o sonho de trabalhar em uma corporação na qual possa ser ouvido, ser livre e que seja aproveitado o melhor do seu potencial. Isso significa, entre outros aspectos, poder gerenciar seu tempo, suas obrigações e metas, em um ambiente menos rígido do que a maioria das Empresas oferece.

Eventualmente esta é a situação ideal e encontrar a condição para a sua prática é o grande desafio das Organizações.

Os processos seletivos de pessoal podem representar um primeiro passo na identificação de profissionais que reúnam perfil adequado para estar diante de condições como estas.

Esta é uma plataforma de trabalho que necessita de ajustes não só por parte das Empresas como também dos colaboradores. Contudo, uma questão surge na construção dessa nova plataforma: como alinhar liberdade com responsabilidade? Como lidar com estes dois lados da moeda?

Se por um lado Liberdade e mais concretamente a Liberdade moral, diz respeito a uma capacidade humana para escolher ou decidir racionalmente quais os atos a praticar e praticá-los sem coações extremas, a Responsabilidade moral é uma capacidade, e ao mesmo tempo uma obrigação de assumirmos os nossos actos. É reconhecermo-nos nos nossos actos, compreender que são eles que nos constroem e moldam como pessoas.

O limite da liberdade é aquele que o senso de responsabilidade indica. A responsabilidade limita a liberdade, pois não permite que se faça determinadas coisas.

Percebido claramente pelo colaborador a necessidade da prática da liberdade com responsabilidade, estarão criadas as condições para o rápido crescimento das raízes da liberdade. Medite sobre isso.