
Empresários e investidores angolanos e extrangeiros têm as portas abertas para investirem no sector dos recursos minerais, petróleo e gás no Cubango, uma das mais novas províncias criadas em Angola no âmbito da Nova Divisão Administrativa.
O convite foi feito pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, esta semana, em Menongue, durante o Fórum de Investimento no Sector dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.
Na sua intervenção, Diamantino Azevedo referiu que a província do soberano Mwene Vunongue representa a nova fronteira do investimento mineiro e petrolífero para a diversificação da economia angolana.

Para tal, embora não seja da sua alçada, apresentou algum potencial turístico existente na zona onde até bem pouco tempo era conhecida como as “terras do fim do mundo”, mas que hoje face ao trabalho que tem estado a ser desenvolvido mudou de nomeclatura para as “terras do progresso”, que está inserida no cinturão lufiliano, com elevado potencial geológico em cobre e cobalto, o que representa, segundo o governante, indícios de uma diversidade de recursos que incluem ferro, cobre, ouro e chumbo.
“A província do Cubango não deve ser vista apenas como uma nova fronteira de exploração, mas como uma oportunidade para criar cadeias produtivas, novas empresas, novas competências e novas oportunidades para as populações, transformando conhecimento geológico em investimento, investimento em produção e produção em valor económico e social”, sublinhou.

Ferro Gusa: a coqueluche do Cubango
Durante o seu discurso, o ministro Diamantino Azevedo explicou a importância de acelerar a prospecção de projectos auríferos, produção e exportação de ferro gusa, sublinhando que uma parcela do valor dos recursos extraídos em solo angolano deve permanecer na economia nacional não só como divisas, mas também sob a forma de indústria, emprego, conhecimento e tecnologia.
A iminente entrada em funcionamento da Refinaria de Ouro, em Luanda, também mereceu destaque na apresentação de portas de investimentos aos empresários nacionais e internacionais feitas pelo titular do MIREMPET, com a garantia de que quem investir nesse segmento, tão logo a Refinaria veja a luz do dia, poderá fazê-lo aqui em solo angolano.
No âmbito da modernização, Diamntino Azevedo anunciou a implementação do Cadastro Mineiro de Angola, um instrumento digital que garante maior transparência e eficiência na concessão de direitos mineiros para quem quer investir nesse sector.

“Angola procura parceiros para desenvolver cadeias de valor, transferir conhecimento e criar capacidade produtiva, assente numa mineração responsável, na valorização do capital humano, na preservação ambiental e na responsabilidade social corporativa”, concluiu.
José Martins, governador do Cubango, por sua vez disse que a província que dirige pretende aumentar a confiança dos investidores e criar condições para que pequenas, médias e grandes empresas com capacidade técnica e operacional olhem para o Cubango como um território onde vale a pena investir em prospecção, pesquisa, licenciamento, exploração e transformação dos recursos minerais, seguindo como é expectavel, os termos da legislação aplicável.
O Fórum decorreu sob o lema “Cubango – A Nova Fronteira do Investimento Mineiro e Petrolífero para a Diversificação da Economia”.