
Dezasseis anos depois, a Sociedade Mineira de Somiluana mantém-se incólume e pronta para voos futuros maiores, tendo em linha de conta os recentes resultados obtidos da sua produção.
Este ano, o aniversário de Somiluana foi assinalado com uma série de actividades sociais, desportivas e culturais, culminando com um jantar que serviu para homenagear e reconhecer o contributo dos colaboradores que mais se destacaram ao longo dos 16 anos da sua existência.
A celebração ficou ainda marcada pela inauguração do posto médico comunitário “Meu Sorriso”, e de uma vila habitacional construída para acolher os funcionários, no âmbito do seu programa de responsabilidade social.
Na oportunidade, a Sociedade Mineira de Somiluana brindou a comunidade circundante da mina, integrada por 25 bairros, e autoridades tradicionais com kits agrícolas e víveres, no que se acredita ser uma forma significativa para a melhoria das condições de vida das comunidades e no fortalecimento da coesão social. Nesta caminhada, Somiluana conseguiu deixar centenas de angolanos formados no domínio diamantífero. Ou seja, técnicos angolanos aprenderam a operar os mais diferentes equipamentos de exploração mineira e, ao mesmo tempo, dominar técnicas em geologia e segurança mineira.

Os impostos pagos ao longo de 16 anos de royalties e imposto industrial pago ajudaram, sobremaneira, o Orçamento Geral do Estado (OGE).
E mais: a zona da mina ficou mais acessível com a melhoria significativa da estrada e a garantia de fornecimento regular de energia eléctrica.
Apesar do surgimento das minas do Luele e agora do Chiri, Somiluana acabou por cumprir o papel por que foi criada, enquanto mina aluvionar.
Com a licença mineira concedida pelo Estado angolano em 2010 à sul-africana Trans Hex Group, o processo de constituição da Somiluana obedeceu a vários períodos. Entre 2010 e 2014, registou-se o período de prospecção, estudo de viabilidade, com a Trans Hex Group a desembolsar dinheiro para o mapeamento do rio para a confirmação sobre a existência ou não de diamantes suficientes.
Entre 2014 e 2026, foi o período da produção aluvionar que se mantém até aos dias de hoje.

Numa área de 444 quilómetros quadrados, num depósito secundário da bacia hidrográfica do Luana, no município do Lucapa, na província angolana da Lunda-Norte, destaca-se um imponente projecto mineiro desenvolvido pela Sociedade Mineira da Somiluana que, entre as suas muitas missões, se propôs a extrair e comercializar diamantes de forma responsável, sustentável e eficiente.
Com a mineração sustentável, baseada no desenvolvimento e adaptação de metodologias conservacionistas e implementação de processamento padrão de prevenção dos impactos ambientais.
A grande premissa passa por posicionar-se entre as lideranças nacionais no sector diamantífero, nos marcos da sustentabilidade, inovação tecnológica e, mais do que isso, a promoção o bem-estar das comunidades.

A estrutura societária é integrada pela ENDIAMA E.P. (39%), Transfex Angola Lda. (33%), Caxinji S.A. (13%), Wenjy (10%) e Za Kufuna Lda (5%).