MULHERES DO SECTOR MINEIRO E PETROLÍFERO DESTACAM-SE ENTRE AS 100 MAIS INFLUENTES DE ANGOLA

MULHERES DO SECTOR MINEIRO E PETROLÍFERO DESTACAM-SE ENTRE AS 100 MAIS INFLUENTES DE ANGOLA

Ana Maria Feijó, Beatriz Catomi, Maria Lima e Esperança dos Santos, são quatro mulheres do sector mineiro e petrolífero angolano nomeadas na semana finda entre as 100 mulheres mais influentes de Angola.

Numa gala denominada “Mulheres Mais Influentes em Angola”, realizada numa unidade hoteleira de Luanda com a chancela do jornal ‘O Telegrama’ e a Congolian Business Solutions, Ana Maria Feijó, uma executiva de topo da Empresa Nacional de Diamantes (ENDIAMA), onde actua como administradora executiva, focada nos Assuntos Jurídicos e Responsabilidade Social viu o seu nome saltar para a lista das mulheres mais influentes de Angola.

Gestora e especialista angolana no sector mineiro, com uma trajectória marcada pela progressão interna iniciada em 1991, Ana Maria Feijó assumiu, em 2006, a responsabilidade do Departamento de Geologia do Projecto Camuanzanza, passando em 2008, a assistente do Conselho de Administração. Em 2015 foi nomeada Directora de Geologia e Desenvolvi mento Mineiro, em função que exerceu até 2017 quando ascendeu à Administradora Executiva para a Área de Geologia e Desenvolvimento Mineiro.

Por sua vez, Beatriz Catomi, que desde 2021 é a directora adjunta do Secretariado do Comité Nacional para Coordenação da Implementação da Iniciativa para Transparência na Indústria Extractiva (ITIE), não passou despercebida pelo corpo de jurados presidido por Elsa Dalila da Silva, PCA do Banco Keve e composto por notáveis mulheres da sociedade angolana como Luísa Damião, Natacha Barradas, Kâmia Madeira, Hayamée Cogle, Patrícia Faria, Djanira dos Santos, Yara Mupei e Cristina Silvestre que elegeu Beatriz Catomi entre as 100 mulheres angolanas mais notáveis.

Beatriz Catomi exibe o galardão recebido durante a gala de premiação | Foto: DR

Beatriz Catomi, segundo apurou o Portal Angola Minas, tem sido a interlocutora estratégica entre o Estado, a Indústria e a Sociedade Civil no contexto da ITIE, exercendo um papel transformador na democratização da informação e empoderamento cívico em Angola.

No campo social, Catomi é co-fundadora da Casa de Belém, uma organização sem fins lucrativos dedicada a proteger, apoiar e transformar crianças do sexo feminino e mulheres vulneráveis, incluindo vítimas de toxicodependência e exploração sexual.

Há 30 anos no sector da indústria extractiva (Oil & Gás e Recursos Minerais), tendo assumido a direção de finanças da Sonangol Refinação, liderando a consolidação financeira de operações críticas, incluindo a Refinaria de Luanda e a Refinaria do Porto do Lobito.

“Ética, responsabilidade e impacto são os princípios que orientam a minha forma de liderar e de servir. Acredito numa liderança construída com consistência, em que as decisões não são tomadas para agradar, mas para transformar. Liderar é assumir responsabilidade, desenvolver pessoas e fortalecer instituições”, referiu.

“Mais do que ocupar espaços, acredito na responsabilidade de garantir que funcionem melhor – hoje e para as próximas gerações”, sustentou.

Está também entre as laureadas Maria Lima, uma notável especialista em governança mutualista.

Do seu vasto curriculum consta que há mais de 15 anos que apoia Conselhos de Administração e CEOs a fortalecer a integridade, gestão de riscos e desempenho. Advogada e consultora estratégica em governança corporativa, compliance e ESG.

Lima tem-se notabilizado como uma das vozes na defesa e promoção de um modelo de gestão solidária, focado em valores éticos, sustentabilidade social, económica e na protecção dos trabalhadores e associados.

Maria Lima recebe o galardão da sua nomeação | Foto: DR

Foi, entre outras, analista sénior na Sociedade Mineira de Catoca, administradora executiva na Caixa Social de Catoca, secretária da mesa de Assembleia-geral da FACI-X e directora de customer experience nas Linhas Aéreas de Angola (TAAG).

Entretanto, completa a lista das nomeadas Esperança dos Santos, quadro Sénior da Endiama há mais de 30 anos e actualmente Presidente da Associação Angolana das Mulheres Geocientistas, foi igualmemte uma das laureadas, partilhando deste modo a alegria e satisfação de ter sido uma das nomeadas no leque das 100 mulheres mais notáveis desta Angola onde, de resto, as mulheres são a maioria da população e, que por sinal, se destacam também num sector bastante exigente e competitivo maioritariamente dominado por homens.