
O Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (ENDIAMA, E.P) olha para o futuro da diamantífera angolana com bastante esperança e deixou isto mesmo bem vincado durante a Conferência Internacional Minning Indaba.
A participação da ENDIAMA na 32ª edição daquela que é a plataforma congregadora para as empresas de mineração do mundo, foi mais do que apenas virada para a produção e dos prestadores de serviços no sector do diamantes.
Mais do que só o diamante, o seu core business, a ENDIAMA levou na bagagem na maior montra de mineração de África uma outra boa nova: o anúncio da sua intervenção directa na produção e na mineração do ouro, aproveitando o aumento da sua cadeia de valor, no âmbito da diversificação da sua actuação.
“Quero referir à indústria da joalharia, por exemplo. Estamos a trabalhar nesta direcção e trabalhamos com todo o tipo de empresas ligadas a este tipo de mineração, desde a prospecção ao tratamento, assistência técnica, manutenção dos equipamentos, bem como compra e venda”, apontou José Manuel Ganga Júnior.
A empresa prevê um investimento de cerca de 12 milhões de dólares dos Estados Unidos da América (EUA), com o que será a sua primeira refinaria de ouro.
A infra-estrutura está a ser erguida em Luanda com o foco no aumento na produção local e o fortalecimento da cadeia de valor, com o arranque previsto ainda para este ano, expediente que constitui uma prioridade máxima para a empresa e vem marcar a expansão da empresa para além dos diamantes.

O objectivo é reduzir, cada vez mais, a ainda forte dependência da importação e, ao mesmo tempo, potenciar a exportação de ouro no país, o que vem reforçar o compromisso de Angola com o desenvolvimento sustentável e da diversificação do seu portfólio mineiro.
E como acontece durante o Minning Indaba, este ano não foi diferente: a ENDIAMA esteve presente ao evento para destacar a abertura de parcerias sólidas com o claro propósito de alavancar as primeiras minas de ouro.
Entretanto, os diamantes continuam como principal foco. Na África do Sul, a ENDIAMA apresentou-se com níveis positivos quanto á produção diamantífera, ao revelar-se com a marca atingida de 15 milhões de quilates obtidos em 2025.
“Continuamos a trabalhar no sentido de aumentar as nossas reservas e contarmos com uma participação mais perfeita no que se refere ao mercado dos diamantes”, salientou Ganga Júnior.
Para o Presidente do Conselho de Administração, a empresa “está no bom caminho” e “”vimos que há espaço para melhorar o mercado de diamantes naturais”.
“O nosso objectivo vai ser continuar a trabalhar para o aumento das reservas de Angola, aumentar a nossa capacidade de produção, mas sempre tendo em conta o princípio da oferta e da procura”, reforçou.