
A Mineração Rio do Norte (MRN) comemorou 47 anos de actuação desde o seu primeiro embarque de bauxita, em 13 de Agosto de 1979, com o desenvolvimento de milhares de trabalhadores e um trabalho de parceria com as comunidades que acompanharam a transformação dos seus territórios, além de instituições que contribuíram para o desenvolvimento do Oeste do Pará no Brasil.
Actualmente, a MRN gera 7,5 mil empregos, está entre os principais motores económicos da região e responde por 36% da produção nacional de bauxita.
“Completar 47 anos é reconhecer a nossa capacidade de gerar valor para as pessoas e os territórios. Nenhuma empresa chega a quase cinco décadas sem relações sólidas e sem confiança construída ao longo do caminho”, afirma Guido Germani, director-presidente da MRN.
Ao longo dos anos, a MRN consolidou iniciativas voltadas à gestão ambiental, recuperação de áreas mineradas e reflorestamento. A companhia já recuperou mais de oito mil hectares de áreas e plantou mais de 15 milhões de mudas.
“A Amazônia nos ensinou que desenvolvimento e responsabilidade precisam caminhar juntos. Mas a maior lição veio das pessoas e dos territórios, mostrando que relações de confiança são fundamentais para qualquer projecto de longo prazo”, afirma Vladimir Moreira, director de Sustentabilidade e Jurídico.
Milhares de trabalhadores construíram carreira na empresa. Aureclevea Coelho Ferreira, gerente técnica da Operação de Beneficiamento, completa três décadas na MRN em Setembro deste ano.
“Tenho orgulho de dizer que completo 30 anos de empresa, sendo 16 deles em posições de liderança. Entrei num ambiente masculino e precisei conquistar o meu espaço. Não foi um caminho simples, mas esse contexto me deu mais determinação”, afirma.
Nesses quase 50 anos de história, empreendedores expandiram negócios, agricultores familiares e produtores rurais aprimoraram actividades e ampliaram a sua produtividade, enquanto comunitários passaram a acessar oportunidades de qualificação profissional por meio de iniciativas apoiadas pela empresa.
Em 2025, a MRN destinou R$ 51,6 milhões a 60 iniciativas socioambientais na região, entre as quais estão o fortalecimento da agricultura familiar, apoio a cadeias produtivas locais e à bioeconomia.
Nascido e criado na comunidade Saracá, no Lago Sapucuá, Moisés Monteiro da Silva transformou a sua forma de cultivar após cursos oferecidos pelo Projecto de Apoio aos Sistemas Agroflorestais (SAFs).
“Antes, a gente plantava como achava melhor, pois não conhecíamos o espaçamento correcto entre as mudas. Os cursos do SAFs nos ajudaram a entender essas técnicas e nos deram mais confiança para plantar da forma adequada”, afirma.
A MRN também investe na formação de estudantes ribeirinhos e quilombolas e, em 2025, destinou R$ 8,1 milhões para bolsas de estudo, transporte, alimentação e material escolar, que beneficiaram 169 estudantes dos ensinos Básico e Superior. Por meio do Programa de Apoio à Educação Básica (PAEB), a mineradora oferece suporte para a permanência escolar e formação estruturada.
Morador da comunidade Lago do Ajudante, André Marinho, de 17 anos, cursa o 3º ano do Ensino Médio no Colégio Equipa e elogia a iniciativa: “O projecto ajuda muito a manter o foco nos estudos e a pensar numa boa faculdade. Ter bons professores, transporte e alimentação de qualidade faz toda a diferença para continuarmos a estudar e a acreditar que podemos alcançar os nossos objectivos”.
Já na área da saúde, em 2025, o Projecto Quilombo, que leva atendimento itinerante às comunidades, e o apoio do Hospital de Porto Trombetas possibilitaram a realização de 3.750 consultas, 3.212 exames, distribuição de 83.771 medicamentos, além de 1.890 orientações farmacêuticas e 12 campanhas de saúde no último ano.
Aos 47 anos, a MRN inicia um novo ciclo de investimentos que une infra-estrutura, inovação e continuidade operacional. O Projecto Linha de Transmissão (PLT), de 230 kV, é um desses marcos. Com 93 km de extensão e as maiores torres de transmissão já instaladas no Brasil, a empresa amplia a segurança energética da operação e reduz em cerca de 90% as emissões de gases de efeito estufa associadas à geração de energia em Porto Trombetas (PA).
O próximo é o Projecto Novas Minas (PNM), responsável por garantir a continuidade das operações até 2041. Com investimentos estimados em R$ 5 biliões nos próximos cinco anos, contempla cinco novos platôs, sistema de disposição de rejeito seco em cava e mineração cada vez mais sustentável. Além de assegurar a longevidade da empresa, o PNM vai preservar 7,5 mil empregos e gerar 2,3 mil novas vagas na implantação.
“O futuro da MRN será construído sobre a mesma base que sustentou os últimos 47 anos: pessoas, relações de confiança e compromisso com o desenvolvimento da região. É isso que conecta a nossa história aos próximos capítulos”, afirma Leonardo Paiva, director de Projectos.
Brasil Mineral