MINERAIS CRÍTICOS: COMPANHIAS COM ACTUAÇÃO NO BRASIL INTEGRAM ESFORÇO DO G7 PARA APOIAR PROJECTOS

MINERAIS CRÍTICOS: COMPANHIAS COM ACTUAÇÃO NO BRASIL INTEGRAM ESFORÇO DO G7 PARA APOIAR PROJECTOS

Representantes de companhias mineradoras, instituições financeiras, grupos industriais, associações de negócio e stakeholders públicos do G7 e países relacionados, por iniciativa da presidência francesa do G7, tiveram um encontro em Paris, na segunda quinzena de Junho, durante o qual reconheceram a importância estratégica dos minerais críticos para a prosperidade, segurança económica e transição energética das suas economias.

Nessa linha, as companhias e instituições reiteraram as recomendações do comunicado de 2025, em particular a necessidade de reforçar a resiliência e diversificação das cadeias de suprimento desses minerais, para assegurar a cooperação internacional com o G7 e partes relacionadas.

“Damos as boas-vindas às discussões do G7 que estão em progresso e reforçamos as medidas complementares de suporte à diversificação da produção e suprimento, que são estratégicos para o mercado, bem como a transparência e rastreabilidade, estoques estratégicos, reciclagem e inovação. Nós reconhecemos a necessidade de complementar esses esforços públicos com o suporte do sector privado”.

Nesse contexto, as empresas e instituições que assinam o documento – dentre as quais estão quatro com actuação no Brasil — sublinham que o financiamento dos projectos de mineração, processamento e refino em estágio inicial permanecem um desafio e que a mobilização de capital requer coordenação entre a cadeia de valor.

“Nós nos comprometemos a colectivamente suportar a mobilização de capital privado adicional, principalmente através do uso de equity e instrumentos mistos de financiamento, acordos de off-take de longo prazo, bem como reforçar a parceria entre a indústria, as instituições financeiras e actores públicos com cada stakeholders contribuindo na sua respectiva área de responsabilidade. Reforçamos a importância de implementar ou melhorar a transparência, compreensão, gestão de risco, padrões e preparação de projectos para assegurar a viabilidade financeira desses projectos e facilitar as decisões de investimento em linha com cada actor, as políticas de investimento e políticas regulatórias necessárias”.

Para suportar esta mobilização, a empresas e instituições conclamam os governos do G7 a continuar a escalar instrumentos de compartilhamento de risco, suporte, para os projectos em estágio inicial e reforçar a coordenação com bancos de desenvolvimento multilaterais para prover investimento privado.

“Encorajamos a cooperação com parceiros que são ricos em recursos minerais, bem como as iniciativas visando a procura agregada através de parceiros seguros ou confiáveis para melhorar a visibilidade do mercado, os sinais de reforço do investimento e facilitar as decisões de financiamento de longo prazo”, conclui o documento, no qual as instituições e empresas se comprometem a ter engajamento activo nos grupos de trabalhos criados com essa finalidade.

As quatro com actuação no Brasil que assinam o documento são a Appian Capital Advisory, Imerys, Prisma Capital e Viridis.

Brasil Mineral