CÂMARA DE MINAS DE ANGOLA PARTICIPA NA PRIMEIRA REUNIÃO DA MIASA

CÂMARA DE MINAS DE ANGOLA PARTICIPA NA PRIMEIRA REUNIÃO DA MIASA

A Câmara de Minas de Angola participou, no dia 8 de maio do corrente ano, na primeira reunião da Associação das Câmaras de Minas da Região da África Austral (MIASA), realizada em formato virtual, com a presença de representantes de diversos países da região.

O encontro reuniu delegações das câmaras de minas da Namíbia, África do Sul, Moçambique, Botswana, Zimbábue, Tanzânia, Zâmbia, República Democrática do Congo e Angola, num fórum dedicado ao fortalecimento da cooperação regional no sector mineiro e à discussão dos principais desafios e oportunidades da indústria extrativa em África.

A representação angolana foi oficialmente saudada pelo Secretário-Geral da MIASA, Dr. Vusi Mabena, que deu as boas-vindas à Câmara de Minas de Angola no seio da organização regional.

Angola esteve representada ao mais alto nível pelo Presidente da Câmara de Minas de Angola, Engenheiro José Dias, que destacou, durante a sua intervenção, os avanços que o país tem vindo a registar no domínio da inclusão social, diversidade, empoderamento feminino e integração da juventude nos projetos mineiros nacionais.

Na ocasião, o representante angolano apresentou exemplos concretos das boas práticas implementadas nos projectos diamantíferos de Catoca e do Luele, empresas afiliadas à Câmara de Minas de Angola, sublinhando o compromisso destas organizações com a responsabilidade social, a valorização do capital humano e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

O responsável sublinhou ainda que a participação de Angola numa organização como a MIASA representa uma mais-valia estratégica para o país e para o continente africano, considerando que apenas através de plataformas de cooperação regional será possível fortalecer a posição de África na criação de regulamentos comuns para o sector mineiro.

Segundo o Presidente da Câmara de Minas de Angola, este alinhamento regional poderá contribuir para a resolução de desafios históricos do continente, entre os quais a exportação de recursos minerais sem qualquer transformação local para outros mercados internacionais, situação que limita a industrialização e o valor acrescentado das economias africanas.