
Uma notícia, quase inusitada, a dar conta do convívio de alunos e professores, em pleno século XXI, com dejectos numa escola da cidade de Luanda, a capital do país, valeu a jornalista Teresa Fukiady, do Novo Jornal, a arrebatar o grande Prémio Catoca de Jornalismo, tendo arrecadado com isso 5 milhões de kwanzas, além de um certificado e um troféu de reconhecimento e que ficam para a posteridade.
A distinção foi entregue pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, durante a gala realizada na cidade de Saurimo, na província da Lunda-Sul, no dia 22 de Abril.

Na ocasião, Diamantino Pedro Azevedo destacou a relevância da iniciativa, sublinhando que “o Prémio Catoca de Jornalismo é um instrumento importante para motivar a classe jornalística angolana”.
Por outro lado, o governante ressaltou o papel fundamental da comunicação social na sociedade, garantindo mesmo que o exercício dessa nobre profissão exige elevados padrões éticos e de responsabilidade. “Informar exige o carácter de dizer a verdade mesmo quando incomoda, exige ética e responsabilidade. Sabemos que uma notícia pode unificar ou afastar. Um país que se afasta da verdade afasta o desenvolvimento”, afirmou.

Além da grande vencedora, nesta cerimónia, foram igualmente distinguidos outros profissionais da comunicação social em diferentes categorias.
Na categoria “Jornalista do Leste” o prémio foi atribuído a Guilherme Martins, da Rádio Nacional de Angola (RNA), na Lunda-Sul.
Na categoria de foto jornalismo, o prémio foi para Arimateia Baptista, do Jornal Ventos do Sul, da província da Huíla, ao passo que Manuel João, da Rádio Ngola Yetu, venceu na categoria de língua nacional.

Na área de reportagem, o galardão foi entregue a Celeste Fonseca Lumengo, da TPA Huambo, enquanto Teresa Cabari, do Jornal de Angola, foi distinguida na categoria de entrevista. Já na locução, o prémio foi atribuído a José Eduardo, igualmente da província do Huambo.
Com quatro edições realizadas, o Prémio Catoca de Jornalismo, reafirma a sua posição como uma referência no reconhecimento do mérito e da excelência no jornalismo angolano, motivando, deste modo, os profissionais da classe ao rigor no exercício da actividade jornalística.