
O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, desafiou, na semana finda, no Fórum de Negócios organizado pela Norwegian Energy Partners – NORWEP os empresários noruegueses à investirem em Angola no Sector dos recursos minerais.
Durante o fórum, por sinal, bastante concorrido, Diamantino Azevedo aproveitou a ocasião, tal como em outros eventos desta natureza, para apresentar as oportunidades de cooperação entre Angola e a ‘terra do bacalhau’ – conforme é conhecido o Reino da Noruega, nos domínios do petróleo e gás, minerais críticos, fertilizantes, petroquímica, biocombustíveis e energias renováveis.

De acordo com informação disponível no site oficial do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, o ministro reiterou a vontade do Executivo angolano em aprofundar a parceria com empresas e instituições norueguesas, visando a valorização dos recursos naturais para o desenvolvimento económico e social do país.
Na ocasião, o ministro destacou o potencial existente no sector dos hidrocarbonetos disponíveis para novas descobertas e a necessidade de acelerar as actividades de exploração e produção, beneficiando-se da experiência norueguesa para maior celeridade processual, bem como o papel estratégico do gás natural no processo de industrialização nacional, identificando oportunidades nos segmentos de fertilizantes, petroquímica, produção de energia eléctrica e siderurgia.

Cabinda entra no mapa de outros recursos minerais
Embora seja do domínio público que a província de Cabinda é um dos celeiros do petróleo angolano, o titular do MIREMPET, de forma inédita, explicou a existência de reservas de fosfato também na ‘terra dos bakamas’, bem como o potencial de cobre, manganês e quartzo ali existentes.
Destacou a viabilidade dos fosfatos para a produção de fertilizantes e de componentes destinados a baterias para veículos eléctricos.
Relativamente ao quartzo, informou que o país dispõe actualmente de mais de 10 unidades fabris para a produção de silício metalúrgico, perspectivando-se o avanço para fases de maior valor acrescentado, designadamente a produção de polissilício e de componentes para painéis solares.
No que concerne às energias renováveis, foram apresentados os projectos solares em implementação nas províncias do Namibe e do Uíge, bem como a intenção de proceder ao levantamento do potencial eólico nacional através da elaboração de um mapa dos ventos. Foram igualmente identificadas oportunidades para o desenvolvimento de biocombustíveis a partir das culturas de girassol, soja e rícino, com envolvimento de produtores agrícolas nacionais. No âmbito da investigação e desenvolvimento, o Ministro destacou o Centro de Pesquisa da Sonangol, cuja missão deverá ser alargada às áreas de energias renováveis, minerais críticos e biocombustíveis, com vista à sua consolidação como centro de excelência, em cooperação com instituições norueguesas.
“Cada país tem algo interessante com que podemos colaborar. A Noruega tem petróleo, nós também temos, e eles são um bom exemplo do que os recursos petrolíferos podem fazer para desenvolver uma sociedade”, sublinhou o governante.
Por seu turno, o Director da NORWEP, Sjur M. Bratland, considerou positiva a cooperação bilateral, embora ainda circunscrita a projectos específicos, defendendo a necessidade de se avançar para iniciativas de maior escala.

“Esta parceria pode oferecer benefícios económicos para os dois países. Para isso, é necessário adaptar as soluções à realidade de cada um, definir regras e garantir resultados”, referiu.
A NORWEP, fundada em 1997, tem por missão apoiar a internacionalização da tecnologia e das soluções energéticas e industriais do Governo do Reino da Noruega.