MINÉRIO DE FERRO: CSN LUCRA R$ 222 MILHÕES NO TRIMESTRE COM IMPACTO DA VARIAÇÃO CAMBIAL

MINÉRIO DE FERRO: CSN LUCRA R$ 222 MILHÕES NO TRIMESTRE COM IMPACTO DA VARIAÇÃO CAMBIAL

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) produziu 10.058 mil toneladas de Minério de Ferro (incluindo compras de terceiros) no primeiro trimestre de 2026, redução de 14,9% em relação ao último trimestre 2025, com variação de 1,5% frente ao mesmo trimestre do último ano.

O desempenho reflecte, principalmente, a sazonalidade típica entre o quarto e o primeiro trimestre do ano, somada ao maior volume de chuvas registado no período. Entretanto, a produção própria da companhia cresceu 6,7% na comparação anual, o que mostra não apenas toda a excelência operacional que a CSN tem conseguido atingir, mas também a resiliência da operação para períodos de elevada pluviometria. Ou seja, o resultado do trimestre foi impactado, sobretudo, pela redução das compras de terceiros, também influenciada pelas condições climáticas adversas verificadas no período.

No primeiro trimestre do ano, as vendas alcançaram 9.636 mil toneladas, queda de 19,6% em relação ao último trimestre de 2025, mas um desempenho em linha com o mesmo período do ano passado.

O TECAR atingiu novo recorde de embarques para um primeiro trimestre, totalizando 8.724 mil toneladas, um crescimento de 1,4% em relação ao ano anterior. Esse desempenho reforça a robustez e a eficiência da infra-estrutura logística da Companhia, que vem apresentando evolução consistente trimestre após trimestre.

A Receita Líquida Ajustada totalizou R$ 3.165,4 milhões no trimestre, 23,0% inferior ao quarto trimestre de 2025 em razão da sazonalidade da operação e do impacto do câmbio no período. Quando comparado com o mesmo período do ano anterior, houve retracção de 7,2% por causa, exclusivamente, da variação cambial, uma vez que tanto volume quanto preços ficaram em patamares parecidos.

No trimestre inicial de 2026, o Lucro Bruto totalizou R$ 1.130,6 milhões, decréscimo de 25,6% em relação ao último trimestre de 2025 e de 3,7% quando comparado aos mesmos três meses do ano passado. A Margem Bruta alcançou 35,7% no trimestre, com retracção de 1,3% frente ao trimestre anterior, porém apresentando uma expansão de 1,3% na comparação anual. Na comparação trimestral, a queda na margem bruta reflecte o impacto da sazonalidade na produção e o efeito da variação cambial no minério comercializado, enquanto o crescimento da eficiência operacional contra um ano antes é resultado da redução nos custos devido ao menor volume de compras e maior volume de produção própria.

Nos três meses iniciais de 2026, a CSN Mineração registou um lucro líquido de R$ 222,1 milhões, uma retracção frente ao trimestre anterior, reflectindo, principalmente, o impacto da sazonalidade no desempenho operacional e mais os efeitos da variação cambial nas despesas financeiras. Já em comparação com o mesmo período do ano anterior, a melhora é expressiva e decorre sobretudo do menor impacto da variação cambial.

O EBITDA Ajustado totalizou R$ 1.419,9 milhões no trimestre, com uma margem EBITDA Ajustada de 44,9%, o que representa expansão de 2% e 3%, respectivamente, quando comparados com o quarto trimestre e a um ano antes. Esse aumento de rentabilidade ocorreu mesmo num período marcado por intensas chuvas e por conflitos geopolíticos que impactaram os custos. Além disso, houve a manutenção do preço em patamares elevados que conseguiu neutralizar a pressão do frete, além da melhora do mix no material exportado, com maior participação de produção própria. Em 31 de Março de 2026, a CSN Mineração possuía um total de R$ 8,8 bilhões em disponibilidades, o que representa uma estabilidade em relação ao trimestre anterior e uma dívida líquida de R$ 683,1 milhões no período, com o indicador de alavancagem medido pela relação Dívida Líquida/EBITDA UDM permanecendo em 0,11x. Com isso, a Companhia segue com uma estrutura de capital sólida.

No primeiro trimestre de 2026, a menor execução de capex no período chuvoso resultou num montante investido de R$ 431,0 milhões, o que representa uma retracção de 51,3% em relação ao trimestre anterior. Porém, quando se observa a comparação anual, o investimento subiu 14,3%, em linha com o avanço na execução de projectos estruturantes, com destaque para a evolução da infra-estrutura da P15 e para as obras para aumentar a eficiência operacional da Companhia.

Brasil Mineral