
A Endiama registou, no ano passado, um crescimento na produção de diamantes avaliado em 15,17 milhões de quilates, contra os 14,08 milhões registados em 2024, que representa um aumento de produtividade de 8 por cento, segundo avançou, quinta-feira, 15 de Janeiro, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração, Ganga Júnior.
Ganga Júnior fez estas declarações durante uma conferência de imprensa que serviu para fazer o balanco anual da produção diamantífera, no âmbito dos 45 anos de existência da Endiama E.P, que decorreu sob o lema “45 anos de Sustentabilidade que Brilha e Impacto que Transforma”, numa altura que o mercado regista um abrandamento nas vendas dos diamantes.
Em declarações à imprensa, o PCA da ENDIAMA referiu que a empresa registou um crescimento sustentável entre 2020 e 2025, período em que a produção aumentou 91%, reflectindo maior maturidade operacional, optimização dos jazigos primários e a integração de novos projectos.
“Em 2025, a produção atingiu 15,2 milhões de quilates, um crescimento homólogo de 8% face a 2024, após um aumento de 24% entre 2023 e 2024 com a entrada em funcionamento do projecto Luele”, explicou, garantindo que os jazigos primários de Luele e Catoca representaram 91% da produção total, com 13,75 milhões de quilates, enquanto os jazigos secundários permitiram a recuperação de 1,38 milhão de quilates, com destaque para os projectos Chitotolo, Cuango, Somiluana e Furi.
Para mitigar a queda dos preços no mercado internacional, sublinhou, foram vendidos 17,7 milhões de quilates a um preço médio de 101,64 dólares por quilate, permitindo ao Estado arrecadar uma receita bruta de 1,79 mil milhões de dólares. Em 2024, o preço médio situava-se nos 143,92 dólares por quilate.
A descida acumulada de 51% no preço dos diamantes foi influenciada pelo aumento da procura por diamantes sintéticos, pela conjuntura macroeconómica e geopolítica internacional e pela redução do investimento na promoção dos diamantes naturais, cenário que afectou o desempenho global do sector.
Investimentos
Em 2025, estavam registados 65 projectos em prospecção, 79 projectos semi-industriais e vários investimentos em curso.
A ENDIAMA fez investimentos para o desenvolvimento da Sociedade Mineira do Luele e da Fábrica de Lapidação, que tem a sua conclusão prevista para este mês de Janeiro.
De acordo com o PCA da ENDIAMA, as três fábricas de lapidação também fazem parte dos grandes investimentos do sector, incluindo o Centro de Formação Técnica da ENDIAMA, com um investimento de cerca de 30 milhões de dólares l, assim como a Unidade de Responsabilidade Social da Lunda-Norte, orçada em 70 milhões de dólares.
As empresas do sector investiram 74,7 milhões de dólares em prospecção, visando a entrada em produção dos jazigos de Chiri, Luachimba e Cacuilo entre 2026 e 2027.
O sector emprega mais de 30 mil trabalhadores e mantém investimentos relevantes nas áreas ambiental, social e de formação profissional, com destaque para a construção de infra-estruturas de saúde, educação e programas de capacitação técnica, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento das comunidades.