GRUPO AFRICANO DE DIAMANTES REJEITA ALEGAÇÕES DE OPOSIÇÃO À PRESIDÊNCIA DA ÍNDIA NO PROCESSO KIMBERLEY

GRUPO AFRICANO DE DIAMANTES REJEITA ALEGAÇÕES DE OPOSIÇÃO À PRESIDÊNCIA DA ÍNDIA NO PROCESSO KIMBERLEY

A Associação dos Produtores Africanos de Diamantes (ADPA) rejeitou reportagens da mídia que afirmavam que seus países-membros teriam preocupações quanto à Índia assumir a presidência do Processo de Kimberley (KP).

Por: Suzanne Watkin

A Índia é país observador da ADPA desde 2025. Segundo a ADPA, alegações publicadas em um artigo da Diamond World, que utilizava o logotipo da ADPA e citava o presidente do Conselho Africano de Diamantes (ADC), M’zée Fula Ngenge, eram imprecisas, enganosas e refletiam apenas opiniões pessoais dele. A associação afirmou que esses comentários não representam as posições da ADPA nem as dos países africanos produtores de diamantes.

A ADPA solicitou ao veículo de notícias a retirada do artigo, afirmando que ele “contém deturpações e imprecisões factuais… incluindo o uso não autorizado do logotipo oficial da ADPA”. Também pediu uma correção para esclarecer a “natureza governamental da ADPA”, bem como sua posição em relação à presidência da Índia no KP.

O ADC não é afiliado à ADPA, que é uma organização intergovernamental sediada em Angola e representa os principais países africanos produtores de diamantes, promovendo seus interesses na indústria global de diamantes. Já o ADC é uma entidade separada, não governamental, liderada por indivíduos.

O Processo de Kimberley nomeou a Índia como presidente para 2026, após os Emirados Árabes Unidos (EAU) terem cumprido um segundo mandato como “presidente custodiante”. Diversos países haviam rejeitado anteriormente outros candidatos, e é necessário consenso de 100% para que o KP implemente quaisquer políticas.