MINERADORA AMERICANA ESTUDA EXPLORAÇÃO E REFINO DE LÍTIO NO BRASIL

MINERADORA AMERICANA ESTUDA EXPLORAÇÃO E REFINO DE LÍTIO NO BRASIL

Uma empresa multinacional dos Estados Unidos está a avaliar a possibilidade de exploração e processamento de lítio no Sertão Central do Ceará, no Brasil, com áreas de interesse nos municípios de Banabuiú, Solonópole, Quixadá e Quixeramobim.

A Rivaz Incorporation, por meio da Rivaz Brasil, já protocolou pedidos junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) para obtenção de licenças e realização de pesquisas que devem avaliar a ocorrência e a qualidade do minério na região.

De acordo com as informações apresentadas pela empresa, a previsão é iniciar os trabalhos de mineração no próximo ano. Já a instalação de uma unidade de refino poderá ocorrer entre 2028 e 2029.

Quando estiver em operação, o projecto prevê capacidade para processar até 200 mil toneladas de lítio por ano. O mineral é considerado estratégico para a transição energética e é utilizado na fabricação de baterias recarregáveis de veículos eléctricos, celulares, computadores e sistemas de armazenamento de energia provenientes de fontes como solar e eólica.

Reunião em Quixeramobim

O interesse da multinacional na região foi apresentado durante uma reunião realizada no final do mês de Setembro, mais precisamente no dia 30, com participação dos executivos da Rivaz, Michael Ji, CEO da companhia, e Ranieri Almeida, director-geral da empresa no Brasil.

O encontro reuniu representantes da Prefeitura de Quixeramobim e o secretário do Desenvolvimento Económico do Ceará, Fábio Feijó. Durante a reunião, foram discutidos os investimentos em infra-estrutura e logística existentes na região e os planos da empresa para o Sertão Central.

Também participaram representantes do Grupo J. Macêdo, que actualmente lidera articulações em defesa da implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Quixeramobim.

A Rivaz possui sede nos Estados Unidos e já desenvolve actividades no Brasil, com actuação no Rio Grande do Norte e na Paraíba, especialmente no segmento de minerais considerados críticos, como o lítio.

O valor total previsto para o investimento foi apresentado pela companhia durante as tratativas, mas não foi divulgado publicamente.

O projecto ainda depende das etapas de pesquisa mineral, licenciamento e demais autorizações necessárias para o início da exploração.

QNews