BRASIL: VALE MIRA NOVO MEGAPROJECTO COM POTENCIAL DE ATÉ 50 MILHÕES DE TONELADAS DE MINÉRIO POR ANO

BRASIL: VALE MIRA NOVO MEGAPROJECTO COM POTENCIAL DE ATÉ 50 MILHÕES DE TONELADAS DE MINÉRIO POR ANO

A Vale vê potencial para expandir a capacidade de produção de minério de ferro em até 50 milhões de toneladas por ano, caso consiga avançar com a exploração do chamado bloco C, na Região de Carajás, no Pará, no Brasil, disse o presidente da companhia, Gustavo Pimenta, nesta terça-feira.

Mas ele defendeu que sejam realizadas reformas regulatórias para que o projecto possa alavancar.

Ao participar do congresso de mineração Exposibram, o executivo disse que há dificuldades para desenvolver novos megaprojectos no Brasil e voltou a defender medidas governamentais, como a publicação de um decreto já prometido pelo governo que trata da protecção de cavidades naturais subterrâneas, que reduziria margens de interpretação e poderia agilizar licenciamentos. 

“No minério de ferro, a gente tem várias oportunidades. Talvez uma das grandes seja o corpo C de Serra Sul. Em Serra Sul, a gente hoje desenvolve o S11D, mas você tem o C, o B e o A. Então, avançar naquele corpo minerário que tem muito potencial poderia gerar um grande projecto de mineração, a gente vem discutindo isso”, disse Pimenta, aos jornalistas, após participar de um painel no congresso.

“A modernização (das regras com o decreto de cavidades) é importante para isso. A gente ainda não tem o capex fechado (para o bloco C), mas é um projecto relevante de 40 milhões a 50 milhões de toneladas potencialmente”.

Na véspera, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou ter entendido mais a necessidade do decreto, após visitar operações da Vale em Carajás. Segundo ele, as novas regras estão na Casa Civil, passando por “detalhes jurídicos e técnicos”, após já ter sido alcançado um consenso entre a sua pasta e a do Meio Ambiente.

A proximidade de Silveira e Pimenta ocorre após o CEO ter assumido a Vale com missão de reaproximar a mineradora das autoridades federais e regionais, além das comunidades, após a companhia ter manchado a sua reputação diante de rompimentos mortais de barragens.

Os rompimentos de barragens trouxeram novas regras para o sector e também atrasaram projectos da Vale, que realizou mudanças na sua gestão. Pimenta também comentou declarações de Silveira na véspera, de que tinha “absoluta certeza” de que a Vale teria também grandes projectos em terras raras. 

“O nosso foco hoje tem sido nas commodities em que a gente tem vantagem competitiva e escala. Mas a gente está sempre a estudar outras commodities, terras raras, lítio, são parte de estudo e não tomamos nenhuma decisão de investimento”, ponderou.

Com Agências