
A Rússia, que controla até 40% do comércio global de nitrato de amônio, disse no final do mês de Março que vai interromper as exportações do fertilizante por um mês, até 21 de Abril, para garantir fornecimento suficiente durante a temporada de plantio da primavera.
A Rússia, um grande exportador de fertilizantes, não tem capacidade para aumentar a produção este ano em meio a crise de abastecimento global causada pelo encerramento do Estreito de Ormuz, por onde passam 24% do comércio global de amônia, um ingrediente do nitrato de amônio.
O Ministério da Agricultura russo informou que suspendeu todas as licenças emitidas para exportação de nitrato de amônio e não emitirá novas licenças, com excepção daquelas referentes a contratos governamentais. A Rússia produz um quarto do nitrato de amônio do mundo.
“No contexto da crescente demanda de exportação de fertilizantes nitrogenados, a suspensão do seu fornecimento ao exterior permitirá que as necessidades do mercado interno sejam priorizadas durante a temporada de trabalho de campo da primavera’, disse o ministério.

Nitrato de amônio para início da temporada de plantio
O nitrato de amônio é amplamente utilizado na agricultura no início da temporada de plantio. A Rússia tem limites de exportação em vigor desde 2021, enquanto os produtores foram solicitados pelo governo a priorizar o fornecimento ao mercado interno em vez das exportações.
A Rússia exporta nitrato de amônio para o Brasil, Índia, Perú, Mongólia, Marrocos e Moçambique. Também exportou uma pequena quantidade de nitrato de amônio para os EUA em 2024.
Eurochem, Acron e Uralchem são os principais produtores de nitrato de amônio da Rússia.
InfoMoney