
Angola vai marcar presença de peso na 32.ª edição da Mining Indaba 2026, que arranca na próxima segunda-feira, 09, Cape Town, na África do Sul, com mais de 10 empresas e instituições do sector extractivo, numa aposta clara para captar investimento e afirmar o país como destino mineiro estratégico em África.
Durante a conferência de impresa realizada no edifício sede do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), na passada quinta-feira e anunciada em primeira-mão pelo Portal Angola Minas, o director nacional dos Recursos Minerais, Paulo Tanganha, ao tomar a palavra explicou que a estratégia do Executivo visa atrair investidores de diferentes dimensões, tendo em conta a diversidade dos depósitos minerais existentes em Angola, capazes de acolher desde pequenas operações até empreendimentos de escala internacional.
“Os investimentos no sector mineiro variam actualmente entre cinco e 10 milhões de dólares em projectos de menor dimensão, podendo ultrapassar os 300 milhões de dólares em grandes operações, realidade que reforça a importância da presença angolana na maior plataforma africana dedicada à indústria mineira”, sustentou.
Na ocasião, os jornalistas dos distintos órgãos de comunicação social ficaram a saber que a delegação angolana será chefiada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, e terá um momento de destaque no certame com a realização do “Dia de Angola”, agendado para 10 de Fevereiro, dedicado à apresentação de projectos nos domínios do diamante, cobre e nióbio, minerais considerados-chave para a diversificação da produção mineira nacional.
Por sua vez, a administradora executiva da Endiama, Ana Feijó, referiu que a presença de Angola naquele grande evento visa consolidar parcerias estratégicas, promover o vasto potencial mineiro do país e projectar uma imagem de compromisso com inovação tecnológica, sustentabilidade e rentabilidade no sector.

Importa referir que Angola terá um stand unificado, que irá reunir entidades públicas e privadas ligadas aos recursos minerais, incluindo o ministério de tutela, a Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM), o Instituto Geológico de Angola (IGA), a Endiama, a SODIAM, a Sonangol, bem como empresas diamantíferas e não diamantíferas como Catoca, Luele, Caixepa, Cancuilo, Shining Star, HM Group, JS e Marvin Resource.
